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Planejamento de Aposentadoria: O que é? Para quem é? Vale à pena?

Atualizado: 4 de dez. de 2023


Você já ouviu falar a respeito do Planejamento Previdenciário?


Se você está próximo de sua aposentadoria ou tem o desejo de assegurar um futuro tranquilo, é fundamental que você compreenda essa estratégia capaz de adiantar ou até mesmo otimizar o valor de seu benefício.


Muitas pessoas adiam a compreensão de seus direitos previdenciários, muitas vezes, até achando que só é necessário pensar nisso quando a aposentadoria está próxima. Contudo, essa abordagem é arriscada.


A quantia que você receberá em sua aposentadoria está diretamente ligada ao histórico de contribuições previdenciárias que você acumulou ao longo da vida, e você pode tomar medidas para ajustá-lo, garantindo assim uma aposentadoria mais precoce ou um benefício maior no futuro.


Em certos casos, o Planejamento Previdenciário também pode proporcionar economia financeira por meio de estratégias que reduzem as contribuições.


Portanto, se você busca a segurança de uma aposentadoria tranquila, é vital planejar adequadamente sua aposentadoria.


Neste texto, você encontrará informações sobre:




1. O que envolve o planejamento previdenciário?

O planejamento previdenciário é uma análise minuciosa do seu histórico previdenciário realizada por um advogado especializado em Direito Previdenciário. Esse processo tem como finalidade identificar o momento mais propício para sua aposentadoria e as ações necessárias para garantir um benefício com o valor máximo possível.


Essa avaliação de seu histórico previdenciário abrange diversos aspectos, tais como:

  • Todos os seus vínculos contributivos, que incluem empregos e profissões que você exerceu ao longo do tempo.

  • As datas desses vínculos, fundamentais para calcular o tempo de contribuição e o cumprimento da carência necessária.

  • O valor de todas as suas remunerações e contribuições, usados para estimar os possíveis benefícios.

  • A identificação de discrepâncias ou irregularidades em seu extrato no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

  • A consideração de atividades especiais que podem influenciar sua aposentadoria.

Ao término desse processo, o planejamento previdenciário se transforma em um parecer jurídico, apresentado em forma de relatório. Esse relatório inclui projeções, cenários e simulações de aposentadoria, fornecendo ao contribuinte informações essenciais para compreender seus direitos e tomar a melhor decisão quanto a esse momento crucial de sua vida.


Ao contrário do que algumas pessoas possam imaginar, o valor e o timing da aposentadoria não são resultado do acaso. Pelo contrário, eles derivam diretamente de seu próprio histórico previdenciário.


Em outras palavras, o valor e o momento de sua aposentadoria refletem os vínculos que você estabeleceu e as contribuições que efetuou ao longo de sua trajetória.


Portanto, se você almeja se aposentar mais cedo ou com um benefício mais substancial, é fundamental planejar apropriadamente essa etapa o quanto antes. O planejamento previdenciário é a rota mais eficaz para mapear os próximos passos em direção a uma aposentadoria ideal.





2.Qual é a finalidade do planejamento previdenciário?

Depois de compreender o conceito de planejamento previdenciário, é natural que você queira entender a sua utilidade. Em outras palavras, para que serve o planejamento previdenciário.


Em termos simples, costumo afirmar que o planejamento previdenciário tem a finalidade de proporcionar tranquilidade e segurança para indivíduos que almejam obter uma aposentadoria justa.


No atual cenário de reformas na previdência, a compreensão dos direitos previdenciários tornou-se uma tarefa intrincada. Assim, a preparação adequada para a aposentadoria é a melhor maneira de enfrentar os desafios impostos pela legislação previdenciária.


No entanto, essa é apenas uma visão mais geral sobre a utilidade do planejamento previdenciário. De forma mais prática, esse processo serve para auxiliar o contribuinte a:


  • Compreender seus direitos previdenciários: A legislação previdenciária é notoriamente complexa, abrangendo diversos tipos de aposentadoria, como por idade, por tempo de contribuição, especial, rural, híbrida, da pessoa com deficiência, entre outras. Além disso, algumas profissões possuem regras específicas de aposentadoria. A reforma da previdência introduziu múltiplas regras de transição para cada tipo de aposentadoria. Assim, compreender seus direitos previdenciários é um desafio para os contribuintes, e o planejamento previdenciário desempenha um papel fundamental em fornecer clareza sobre esses direitos.


  • Verificar possíveis pendências no CNIS: O CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) é o documento do INSS que contém informações sobre vínculos de trabalho e contribuições. Ao analisar a elegibilidade para benefícios previdenciários, o INSS verifica o CNIS. Se houver informações imprecisas ou ausentes, isso pode afetar o cálculo do tempo de contribuição e o valor do benefício. Portanto, é essencial manter o CNIS atualizado, e o planejamento previdenciário desempenha um papel crítico ao examinar minuciosamente o CNIS em busca de inconsistências.


  • Organizar a documentação necessária para a aposentadoria: Além de manter o CNIS atualizado, é importante dispor de documentação precisa para calcular o tempo de contribuição e o valor da aposentadoria. Alguns vínculos requerem documentação específica para o cálculo adequado. Atrasar a obtenção dessa documentação pode prejudicar o processo de aposentadoria. O planejamento previdenciário auxilia na organização e na obtenção oportuna dessa documentação.


  • Evitar atrasos na aposentadoria: O processo de aposentadoria idealmente deve ser concluído em 30 dias, mas essa meta raramente é alcançada no INSS. Atrasos são comuns, e a organização do histórico previdenciário pode influenciar a duração do processo. Caso haja pendências no CNIS ou na documentação, o INSS pode interromper o processo para exigir cumprimento de pendências, o que gera atrasos. O planejamento previdenciário busca evitar tais atrasos.


  • Identificar o momento ideal para a aposentadoria: Diversos tipos de aposentadoria têm datas e cálculos diferentes. Escolher a aposentadoria correta pode afetar significativamente o valor do benefício. Em alguns casos, adiar a aposentadoria por alguns meses e fazer contribuições adicionais pode aumentar substancialmente o benefício. Somente o planejamento previdenciário permite identificar com precisão o melhor momento para se aposentar.


  • Recomendar ações para maximizar o valor da aposentadoria: O planejamento previdenciário também é útil para sugerir estratégias que possam aumentar o valor da aposentadoria. Contribuições adicionais, especialmente sobre o teto do INSS, podem elevar a média salarial e, consequentemente, o benefício. No entanto, essa estratégia não é aplicável a todos os casos e depende do histórico previdenciário de cada indivíduo.

Em resumo, o planejamento previdenciário é essencial para quem busca uma aposentadoria segura e vantajosa. Esse processo fornece informações precisas sobre direitos previdenciários, ajuda a evitar atrasos e pendências, e orienta as ações necessárias para maximizar o valor da aposentadoria.



3. Quem deve considerar o Planejamento Previdenciário?

Agora que você está ciente das inúmeras utilidades do planejamento previdenciário e como ele pode beneficiar aqueles que almejam uma aposentadoria segura, é importante discutir quem deve considerar a realização desse processo. Com base em situações reais e experiências de pessoas que se aposentaram sem planejamento adequado, é evidente que o planejamento previdenciário é recomendado para indivíduos que atendem a pelo menos uma das seguintes características:

  • Pessoas com diversos vínculos previdenciários e empregatícios ao longo da vida: Aqueles que trabalharam em várias empresas ao longo de suas carreiras geralmente possuem um Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) complexo. Isso pode resultar em informações imprecisas ou ausentes em seus registros. Além disso, a documentação necessária para a aposentadoria dessas pessoas tende a ser mais extensa. Portanto, aqueles com múltiplos vínculos previdenciários e empregatícios devem ser especialmente diligentes ao planejar sua aposentadoria.


  • Contribuintes por conta própria: Indivíduos que pagam o INSS por conta própria, como autônomos (contribuintes individuais) e contribuintes facultativos, devem iniciar o planejamento previdenciário o mais cedo possível. Determinar a contribuição adequada para o INSS é o primeiro passo para garantir uma aposentadoria segura no futuro. Uma vez que eles são responsáveis por suas próprias contribuições, o planejamento previdenciário desempenha um papel vital em orientá-los sobre o valor correto de contribuição.


  • Contribuintes individuais ou facultativos em algum momento do passado: Mesmo aqueles que já contribuíram como autônomos ou contribuintes facultativos no passado devem considerar o planejamento previdenciário. Infelizmente, é comum que essas contribuições sejam feitas de forma inadequada. Caso as contribuições passadas não tenham sido registradas corretamente, o INSS pode não considerá-las ao calcular o tempo de contribuição ou o valor da aposentadoria. O planejamento previdenciário ajuda a garantir que esses vínculos sejam devidamente reconhecidos.


  • Pessoas com interrupções nas contribuições ao INSS: Muitos indivíduos possuem um extenso histórico de contribuições ao INSS, mas interromperam essas contribuições por diversas razões. É comum entre bancários que se aposentam antes de cumprir os requisitos do INSS, bem como entre aqueles que mudam de uma carreira com carteira assinada para uma atividade autônoma. O planejamento previdenciário pode ajudar a determinar se novas contribuições são necessárias, considerando a situação individual.


  • Exposição a atividades especiais: Pessoas que trabalharam em ocupações que envolviam exposição a agentes insalubres (químicos, físicos ou biológicos) ou atividades perigosas (com risco à vida ou à saúde) podem ter direito a aposentadoria especial ou à conversão do tempo especial. No entanto, isso requer a documentação adequada, como o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) e outros formulários. O planejamento previdenciário é crucial para garantir que o tempo especial seja contabilizado de forma precisa.


  • Períodos de trabalho no setor público e privado: Pessoas que trabalharam em ambos os setores público e privado podem se beneficiar do planejamento previdenciário para calcular corretamente o tempo de contribuição e o valor da aposentadoria. A obtenção de uma Certidão de Tempo de Contribuição (CTC) permite a soma desses períodos, maximizando o benefício na Previdência Social ou no regime próprio.


  • Contribuições em atraso: O pagamento retroativo de contribuições ao INSS nem sempre é possível, e quando é, a documentação correta é fundamental. O planejamento previdenciário ajuda a garantir que essas contribuições sejam calculadas adequadamente, evitando desperdício de recursos.


  • Incerteza em relação à melhor regra de aposentadoria: Para aqueles que têm dúvidas sobre a melhor regra de aposentadoria que se aplica a seu caso, o planejamento previdenciário é fundamental. Escolher a regra mais vantajosa pode duplicar o valor da aposentadoria em alguns casos. Portanto, analisar o histórico previdenciário a fundo é essencial para tomar decisões informadas e estratégicas.

Se você se encaixa em uma ou mais dessas categorias, o planejamento previdenciário pode desempenhar uma função importantíssima no seu futuro e assegurar a aposentadoria mais vantajosa possível, dentro de todas as possibilidade.





4. Qual é o momento ideal para realizar o Planejamento Previdenciário?

A resposta pode parecer abrangente, mas é a mais apropriada para esta pergunta: aconselha-se que você inicie o seu planejamento previdenciário o quanto antes.


Quanto mais cedo você começar a planejar a sua aposentadoria, maiores serão as probabilidades de garantir um benefício justo no futuro. Deixar o planejamento para o último momento pode limitar várias estratégias que, se implementadas com antecedência, poderiam antecipar a sua aposentadoria ou aumentar o valor do seu benefício previdenciário.


No caso de autônomos e contribuintes facultativos, é recomendável realizar o planejamento previdenciário anualmente. Como eles fazem pagamentos ao INSS por conta própria, é crucial assegurar que suas contribuições estejam sendo realizadas de maneira correta e adequada para alcançar seus objetivos.


5. Quais são os benefícios do Planejamento Previdenciário?

Se você chegou até aqui na leitura deste texto, provavelmente já percebeu os benefícios significativos do planejamento previdenciário para a sua aposentadoria. Para reforçar, gostaria de listar suas principais vantagens:

  • Aposentar no momento ideal: Uma das vantagens mais cruciais do planejamento previdenciário é garantir que você se aposente no momento mais apropriado. Há uma data ideal para a aposentadoria de cada pessoa, evitando a concessão prematura ou a demora, ambas resultando em prejuízos financeiros.


  • Receber o melhor benefício possível: Identificar o momento ideal de aposentadoria também assegura que você obtenha o benefício com o valor máximo. Além disso, o planejamento previdenciário pode identificar estratégias para aumentar o valor do benefício futuro.


  • Agilizar o processo de aposentadoria: O processo de aposentadoria frequentemente é complexo e burocrático. O planejamento previdenciário permite a identificação de problemas potenciais e a coleta antecipada da documentação necessária, agilizando o processo de aposentadoria.


  • Economizar dinheiro: O planejamento previdenciário pode economizar dinheiro em duas situações. Primeiramente, profissionais autônomos e contribuintes facultativos podem evitar pagamentos indevidos ao INSS com o auxílio do planejamento. Em segundo lugar, aqueles que buscam a aposentadoria sem planejamento podem economizar ao evitar a necessidade de recorrer a ações judiciais.


  • Garantir tranquilidade na aposentadoria: Por fim, o planejamento previdenciário proporciona tranquilidade no momento da aposentadoria. Ao planejar com antecedência, você tem certeza da data ideal de aposentadoria, do valor máximo do benefício e de como proceder. Todas as dúvidas relacionadas ao processo e à documentação são esclarecidas. Isso permite uma transição tranquila para a aposentadoria.


6. Como é conduzido o Planejamento Previdenciário?

O planejamento previdenciário ideal é composto por quatro etapas cruciais:


1. Análise dos Vínculos: A primeira etapa do planejamento previdenciário envolve uma minuciosa análise dos vínculos do segurado com o INSS. Nessa fase, o responsável pelo planejamento examina o extrato do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) e confronta-o com outros documentos relevantes, como carteiras e contratos de trabalho, contracheques/holerites, extratos, carnês de contribuição, Certidão de Tempo de Contribuição (CTC), Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) e outros formulários. A análise visa verificar se:

  • Todos os vínculos estão devidamente registrados no CNIS;

  • As datas dos vínculos estão corretas;

  • As remunerações foram registradas com precisão;

  • Existem indicadores de possíveis irregularidades que requerem correção;

  • Existem atividades especiais que possam aumentar o tempo de contribuição.

Essa etapa é fundamental para assegurar a precisão do planejamento previdenciário.


2. Cálculo do Tempo de Contribuição: Após a análise minuciosa dos vínculos, o próximo passo é calcular o tempo de contribuição do segurado. No entanto, esse cálculo é uma tarefa complexa que exige atenção especial, pois nem todas as contribuições são contabilizadas pelo INSS e existem atividades que não são diretamente informadas ao INSS, mas que podem ser consideradas como tempo de contribuição. Isso inclui:

  • Reflexos de reclamações trabalhistas na Justiça do Trabalho;

  • Período de aviso prévio;

  • Atividade rural a partir dos 12 anos;

  • Períodos remunerados ou com benefícios (assistência médica, alojamento, alimentação etc.), como aluno-aprendiz em escolas técnicas (SENAI/SENAC, por exemplo);

  • Período como ministro(a) de confissão religiosa (seminarista);

  • Serviço militar obrigatório;

  • Pesca artesanal;

  • E outras situações similares.

Além disso, existem períodos que contam como tempo de contribuição, mas não como carência, como contribuições pagas em atraso. Portanto, o cálculo do tempo de contribuição deve levar em consideração o histórico previdenciário único de cada segurado.


3. Simulações de Aposentadoria: Uma mesma pessoa pode ser elegível para várias opções de aposentadoria, especialmente após as mudanças na legislação previdenciária. Com as inúmeras regras de transição disponíveis, é essencial determinar qual delas é a mais vantajosa para cada caso. Isso requer a realização de simulações de aposentadoria com diversos cenários possíveis. Por exemplo, é fundamental avaliar os impactos de optar pela regra do pedágio de 50%, pagar contribuições no teto do INSS até cumprir a regra de transição do pedágio de 100%, escolher a aposentadoria por pontos ou a aposentadoria por idade. Cada opção tem implicações no momento e no valor da aposentadoria, tornando a escolha um processo delicado e complexo que requer análise detalhada.


4. Conclusão Jurídica: A última etapa do planejamento previdenciário é a elaboração de uma conclusão jurídica abrangente. Nesse estágio, são avaliados os direitos previdenciários do segurado e determinada a aposentadoria mais adequada ao seu caso. Essa conclusão jurídica leva em consideração a situação pessoal do segurado e as implicações econômicas das diferentes opções de aposentadoria. Em última análise, visa fornecer orientação legal sobre os direitos previdenciários do segurado e a melhor aposentadoria a ser buscada, garantindo que suas expectativas sejam atendidas de forma adequada.



7. O que é incluído no Planejamento Previdenciário?

A realização de um planejamento previdenciário abrangente envolve diversos elementos cruciais que não podem ser negligenciados. Eis os principais componentes que devem estar presentes em um planejamento previdenciário perfeito:

  • Cálculo do Tempo de Contribuição: Determinar com precisão o tempo de contribuição é um elemento central do planejamento previdenciário. O INSS segue regras específicas para esse cálculo, e o planejamento previdenciário inclui a avaliação exata do tempo de contribuição. Muitos contribuintes subestimam a complexidade desse processo, e há períodos que contam para a aposentadoria por idade, mas não para a aposentadoria por tempo de contribuição. Isso inclui contribuições como Microempreendedor Individual (MEI) ou pelo plano simplificado sem complementação. Além disso, períodos com condições especiais, exposição a insalubridade ou periculosidade, podem ter acréscimos por meio da conversão de tempo especial e serem usados para uma aposentadoria especial. Existem também períodos que contam como tempo de contribuição, mas não constam no Extrato de Contribuições (CNIS), como período militar, aviso prévio, atividade rural, entre outros. O cálculo do tempo de contribuição exige uma análise detalhada, considerando as particularidades de cada caso.


  • Simulações de Aposentadoria: Escolher a modalidade de aposentadoria mais vantajosa para o seu caso pode ser uma tarefa desafiadora, dado o leque de opções disponíveis. O planejamento previdenciário inclui simulações abrangentes, que abordam todas as possibilidades de aposentadoria. Diferentemente do simulador do INSS disponível online, essas simulações não ignoram erros no próprio CNIS, nem o custo-benefício de cada cenário. Elas também consideram questões particulares que requerem uma análise mais profunda, garantindo que nenhum detalhe seja negligenciado.


  • Cálculo da Renda Mensal Inicial (RMI): Saber o valor exato da aposentadoria é crucial ao dar entrada no pedido. Para isso, é essencial calcular a Renda Mensal Inicial (RMI) com precisão. Há várias regras de cálculo, dependendo da modalidade de aposentadoria, e essas regras frequentemente são complexas. Algumas modalidades calculam a aposentadoria a partir da média dos 80% maiores salários de contribuição, com a exclusão automática dos 20% menores. Em outros casos, todos os salários de contribuição são considerados, com a exclusão apenas dos que podem prejudicar a média. O fator previdenciário pode incidir em algumas situações, enquanto em outras não. Além disso, a fórmula de cálculo pode variar de acordo com o tempo de contribuição. Cada detalhe deve ser minuciosamente analisado para um cálculo preciso.


  • Regularização de Pendências no INSS: A maioria dos segurados tem pendências no INSS, frequentemente relacionadas a erros nos dados de contribuição, especialmente em relação aos vínculos de emprego. Alguns dos erros comuns no Extrato de Contribuições (CNIS) incluem vínculos com datas incorretas, vínculos sem data de término, ausência de vínculos, vínculos fragmentados, falta de salários de contribuição corretamente registrados, valores incorretos de salários de contribuição e outros indicadores. Não corrigir esses erros pode levar à negação da aposentadoria ou à concessão de um benefício com valor inferior ao devido. O planejamento previdenciário permite identificar e abordar essas pendências, garantindo que a aposentadoria seja concedida sem complicações.


  • Instruções sobre Documentação: Muitos benefícios são rejeitados devido a erros na documentação apresentada ao INSS. Esses erros são evitáveis com conhecimento adequado da legislação previdenciária. O planejamento previdenciário inclui orientações sobre a documentação necessária para o processo de aposentadoria, garantindo que os requisitos sejam atendidos de maneira eficaz.


  • Esclarecimento de dúvidas por especialistas: Após receber o planejamento previdenciário, o segurado tem direito a uma consulta com o especialista que elaborou o planejamento. Essa consulta oferece a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre seus direitos previdenciários e permite aprofundar a análise de questões específicas. Essa etapa é fundamental para garantir que o segurado esteja plenamente informado sobre o planejamento previdenciário e que todas as suas dúvidas sejam esclarecidas de maneira abrangente.


8. Quem deve conduzir o Planejamento Previdenciário?

É crucial que um profissional com profundo conhecimento da legislação previdenciária elabore o planejamento previdenciário. Geralmente, esses profissionais são advogados com especialização na área, que atendem aos seguintes critérios:

  • São especialistas em Direito Previdenciário e possuem pós-graduação nesse campo.

  • Demonstram habilidade na realização de cálculos previdenciários.

  • Possuem um histórico de publicações abrangendo tópicos relacionados à aposentadoria e Direito Previdenciário em portais jurídicos e de notícias.

Após verificar se o advogado cumpre os requisitos de especialização, capacidade de cálculo e histórico de publicações em Direito Previdenciário, é aconselhável solicitar a ele um modelo de planejamento previdenciário.


Na maioria dos escritórios previdenciários, um modelo desse planejamento está disponível para que os clientes possam avaliar, antes de contratar os serviços, se as ofertas atendem às suas necessidades e expectativas.


Se você desejar obter um modelo de planejamento previdenciário, estamos à disposição para fornecê-lo mediante contato.




9. Qual é o valor de um Planejamento Previdenciário?

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) estabelece diretrizes em seu Código de Ética que proíbem os advogados de divulgarem abertamente os preços de seus serviços. Em outras palavras, se um advogado ou um escritório de advocacia promove publicamente os valores de seus serviços em plataformas de redes sociais ou em seu site, está infringindo o Código de Ética da OAB, sujeito a medidas disciplinares que podem incluir a exclusão do advogado da Ordem.


No entanto, cada seccional da OAB em cada estado brasileiro fornece uma tabela de honorários que estabelece diretrizes para a remuneração dos serviços advocatícios. Portanto, existem duas maneiras de descobrir o custo de um planejamento previdenciário:

  • A primeira opção (que pode ser mais complexa) envolve consultar a tabela de honorários da OAB do seu estado;

  • A segunda alternativa (mais simples) é entrar em contato diretamente com um escritório de advocacia ou um advogado que ofereça serviços de planejamento previdenciário para obter informações sobre os valores praticados.

Assim, o mais apropriado é entrar em contato com um escritório de advocacia especializado em previdência e discutir diretamente com um advogado para obter detalhes sobre os custos envolvidos nesse serviço.



10. Vale a pena investir no Planejamento Previdenciário?

A decisão de realizar um planejamento previdenciário é um dilema que está intrinsecamente ligado à sua situação individual, suas expectativas e a análise de seu histórico previdenciário.

Como mencionado anteriormente, a escolha da estratégia mais adequada e da aposentadoria mais vantajosa para o seu caso pode resultar em aumentos significativos no valor de seu benefício, chegando a dobrar ou até mesmo triplicar em determinadas situações.

Em outras circunstâncias, o acréscimo pode ser mais modesto, como um aumento de 20% ou 30% no valor do benefício. No entanto, ao longo do tempo, mesmo essa "pequena" diferença pode se traduzir em um impacto financeiro considerável.

Considere, por exemplo, que, devido a um planejamento previdenciário adequado, você consiga elevar o valor de sua aposentadoria em R$ 350,00 por mês. Ao longo de 60 meses (ou seja, 5 anos), você teria acumulado cerca de R$ 21.000,00 extras (60 x R$ 350,00), um montante substancialmente superior ao investimento feito no planejamento.

Entretanto, para determinar com segurança se o planejamento previdenciário será vantajoso em seu caso, é fundamental consultar um advogado especializado em Direito Previdenciário.


11. Conclusão

O planejamento previdenciário representa a rota mais eficaz para identificar as estratégias ideais visando aprimorar sua aposentadoria, seja no presente ou no futuro.


Ao adotar um planejamento previdenciário abrangente, você será dotado de uma compreensão abrangente de sua situação previdenciária, possibilitando que trace diretrizes e estabeleça metas com relação à aposentadoria.


Vale ressaltar que o planejamento previdenciário pode ser iniciado em qualquer momento, sendo sempre preferível realizá-lo o quanto antes.


Entretanto, é de suma importância assegurar a contratação de um advogado especializado em Direito Previdenciário para conduzir o planejamento previdenciário. Esse profissional deve demonstrar domínio do campo, habilidade na realização de cálculos previdenciários e apresentar um histórico de artigos e vídeos relacionados ao tema, de modo a fornecer uma base sólida de conhecimento.


Se você estiver interessado, nossa equipe está disponível para fornecer auxílio. Basta entrar em contato para dar início a esse processo.

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